sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Como Planejar o Ano Novo?



Mais um ano está terminando e todos estão na expectativa do novo ano que está prestes a chegar. Por isto, muitos fazem suas listas de planos e sonhos para o próximo ano. Outros fazem uma retrospectiva do ano que está terminando e fazem um balanceamento do ano que está acabando, buscando identificar no que deve melhorar para o ano que irá chegar. O fato é todos fazem de alguma forma planos para o futuro. Esta capacidade de planejar, fazer planos, é um aspecto da imagem de Deus (Imago Dei) em nós. Mas, como devemos planejar 2014?
O apóstolo Tiago nos adverte sobre como devemos planejar o futuro (Tg 4.13-17). Neste texto ele usa o exemplo de pessoas que estão fazendo planos cotidianos para “hoje ou amanhã” (v.13). Planos destas pessoas de quem Tiago fala são aparentemente legítimos, pois o apóstolo não faz nenhuma queixa quanto ao plano destas pessoas. O que o apóstolo critica neste texto é o como as pessoas fazem os planos.
Em primeiro lugar, Tiago nos ensina que ao fazermos planos para o futuro não podemos esquecer da vulnerabilidade deste mundo (v.14). Fazer qualquer projeção que seja para o futuro sem levar em conta a transitoriedade da vida e de nossa própria existência é um engano fatal. Este tipo de confiança “é o cúmulo da tolice.”[1] Nossa vida é comparada a algo tão passageiro e fácil de ser dissipado como o vapor (v. 14; cf Sl 39.4-5).
Em segundo lugar, o apóstolo nos mostra que devido à vulnerabilidade da vida, deveríamos ser mais submissos à vontade de Deus. A forma correta de planejar o futuro, segundo Tiago, não é colocando a vontade do “eu” no centro. O correto é que a vontade de Deus governe nossos planos (v.16), pois do contrário as nossas projeções, por melhores e mais nobres que sejam, não passarão de vã glória e são consideradas como sendo “malignas” (v.16).
O apóstolo também nos mostra que se sabemos a forma correta como devemos planejar o futuro e não fazemos, então, estamos pecando. Isto nos mostra que fazer projeções segundo à vontade de Deus não é uma opção, antes é o nosso dever.
Enfim, ao pensarmos em 2014 coloquemos todos os nossos planos debaixo da vontade de Deus. Não há outro caminho melhor e que glorifique mais a Deus do que uma total submissão à sua santa vontade. Para isto, devemos confiar na Santa Providência de Deus, no seu governo sobre a história. Nunca esquecendo que “ao homem pertencem os planos do coração, mas do SENHOR vem a resposta de língua” (Pv 16.1) e que “em seu coração o homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR determina os seus passos” (Pv 16.9). Devemos consagrar ao SENHOR tudo o que estamos planejando, para que tenhamos o tão esperado sucesso (Pv 16.3). Esse provérbio nos mostra que “nossas atividades e planos não serão menos nossos por serem dEle: só que assim ficam sendo menos pesados, e mais bem feitos.”[2] Então, que sonhemos o sonhos de Deus para 2014 e planejemos o tão esperado ano novo debaixo da vontade de Deus, para que possamos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2). 
        Talvez você esteja se perguntando: como planejar de acordo com a vontade de Deus o ano de 2014? Tenho algumas dicas: 
1) Busque uma vida de oração. Ore para que Deus confirme ou não os planos que você tem projetado. Deus está de ouvidos abertos e pronto a responder seus filhos! 
2) Busque orientação na Palavra de Deus sobre o que ela diz acerca dos seus planos. Se algum plano for contrário à alguma prescrição da Palavra não execute-o! 
3) Avalie constantemente a intenção do seu coração em relação aos seus planos e veja se de fato essas intenções glorificam o Nome de Deus. Lembre-se a glória de Deus é o nosso alvo (1 Co 10.31). 
4) Busque conselho com outros discípulos de Cristo, que sejam experientes e dignos de confiança. Não esqueça que na multidão de conselhos há sabedoria (Pv 11.14; 15.22).
        Gostaria de terminar com a seguinte pergunta: como você está planejando o próximo ano?

No amor de Cristo,
Pr. Gilberto Anselmo


[1] MOO, Douglas J. Tiago: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1990, p.154.
[2] KIDNER, Derek. Provérbios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1980, p.113.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Os Cristãos Devem Celebrar o Natal?



por
John MacArthur



      As Escrituras não ordenam especificamente que os crentes celebrem o Natal — não há “Dias Sagrados” prescritos que a igreja deva celebrar. De fato, o Natal não era observado como uma festividade até muito após o período bíblico. Não foi antes de meados do século V que o Natal recebeu algum reconhecimento oficial.

        Nós cremos que o celebrar o Natal não é uma questão de certo ou errado, visto que Romanos 14:5-6 nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não dias especiais: Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus (Romanos 14: 5-6).
       De acordo com esses versos, um cristão pode, legitimamente, separar qualquer dia — incluindo o Natal — como um dia para o Senhor. Cremos que o Natal proporciona aos crentes uma grande oportunidade para exaltar Jesus Cristo.
     Primeiro, a temporada de Natal nos lembra das grandes verdades da Encarnação. Recordar as verdades importantes sobre Cristo e o evangelho é um tema prevalecente no Novo Testamento (1 Coríntios 11:25; 2 Pedro 1:12-15; 2 Tessalonicenses 2:5). A verdade necessita de repetição, pois nós facilmente a esquecemos. Assim, devemos celebrar o Natal para recordar o nascimento de Cristo e nos maravilhar ante o mistério da Encarnação.
         O Natal também pode ser um tempo para adoração reverente. Os pastores glorificaram e louvaram a Deus pelo nascimento de Jesus, o Messias. Eles se regozijaram quando os anjos proclamaram que em Belém havia nascido um Salvador, Cristo o Senhor (Lucas 2:11). O bebê deitado na manjedoura naquele dia é nosso Senhor, o “Senhor dos senhores e Rei dos reis” (Mateus 1:21; Apocalipse 17:14).
    Finalmente, as pessoas tendem a serem mais abertas ao evangelho durante as festividades de Natal. Devemos aproveitar desta abertura para testemunhar a eles da graça salvadora de Deus, através de Jesus Cristo. O Natal é principalmente sobre o Messias prometido, que veio para salvar Seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21). A festividade nos fornece uma maravilhosa oportunidade para compartilhar esta verdade.
       Embora nossa sociedade tenha deturpado a mensagem do Natal através do consumismo, dos mitos e das tradições vazias, não devemos deixar que estas coisas nos atrapalhem de apreciar o real significado do Natal. Aproveitemo-nos desta oportunidade para lembrar dEle, adorá-Lo e fielmente testemunhar dEle.