sábado, 29 de março de 2014

Estou salvo...


     A salvação é uma enorme dádiva de Deus para nós, homens e mulheres, pecadores. Sem a intervenção de Deus nossa história seria um eterno sofrimento da ira e do castigo de Deus.
     Para entendermos melhor a grandeza da salvação faz-se necessário um breve resumo da situação humana de acordo com perspectiva bíblica. Nunca devemos nos esquecer de que Deus criou todas as coisas e viu que tudo que tinha feito era muito bom (Gn 1.31), isto incluía o homem e a mulher. Porém, os nossos primeiros pais se rebelaram em desobediência contra o mandamento de Deus. O pecado, então, entra na humanidade (Gn 3.1-6). Devido ao pecado TODOS estão afastados da glória de Deus (Rm 3.23). Mas, apesar disto, Deus demonstrou seu amor por nós em Cristo (Jo 3.16; Rm 5.8). Aqueles que aceitam esta demonstração de amor da parte de Deus estão salvos (At 4.12).
     Esta salvação significa que nós estamos livres da condenação. Podemos dizer confiantemente que agora não resta condenação para nós em cremos em Jesus Cristo por meio da fé (Rm 8.1). Mas do que fomos salvos? Nós somos salvos da ira vindoura de Deus (1 Ts 1.10) e da condenação ao inferno (Ap 20.15). Agora temos nova cidadania (Fp 3.20; Ap 21.1-6). Nossa salvação é segura e eterna, pois como salvos estamos nas mãos de nosso Senhor Jesus Cristo, e ninguém pode nos tirar das mãos de Cristo (10.27-29; cf Jo 6.38-40).
     No entanto, além da nossa justificação. Deus também nos adotou como seus filhos. A adoção implica no nosso relacionamento mais íntimo com Deus como Pai. Por meio da adoção somos feitos filhos e filhas de Deus (Jo 1.12).        Em contraste, os que não crêem são chamados filhos da desobediência (Ef 2.2) e filhos ira (Ef 2.3). Nós somos as únicas criaturas das quais a Bíblia afirma que foram adotadas pelo próprio Deus. Porém, nossa adoção só alcançará o estágio final na ressurreição (Rm 8.23).
     Por causa da adoção, temos intimidade com Deus como sendo Ele o nosso Pai Celeste (Mt 6.9). “Certamente é verdade que Deus é nosso Criador, nosso Juiz, nosso Senhor e Mestre, nosso Instrutor, Provedor e Protetor, aquele que por meio de seu cuidado providencial sustenta nossa existência. Contudo, o papel mais íntimo e que transmite os mais altos privilégios de associação com Deus pela eternidade é o seu papel como nosso Pai celestial.”[1].
     Esse Pai Celeste nos salvou e nos adotou. Essa adoção nos traz o privilégio de termos Deus como nosso Pai Celeste que se compadece dos Seus Filhos (Sl 103.13-14). Somos o alvo do grande e imenso amor de Deus (1 Jo 3.1). Podemos esperar as bênçãos de Deus (Mt 7.11). As riquezas de Cristo são nossas, somos co-herdeiros com Cristo (Gl 4.7; Rm 8.17). Privilégio de sermos guiados pelo Espírito Santo (Rm 8.14). Somos membros da família de Deus (Ef 2.19).
     Diante de tudo só podemos louvar a Deus por sua imensa graça e agradecê-lo eternamente por sua tão grande salvação, que nos é dada.  O apóstolo Paulo, após refletir sobre essas verdades, nos capítulos 9-11 da epístola aos Romanos, disse: Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juizos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Rm 11:33-36)


No amor de Cristo,


Pr. Gilberto Anselmo.





[1] GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999, p. 618.