O mês de dezembro
sempre é o mais luminoso dos meses. Este é também o mês onde as pessoas se
sentem mais “caridosas”, há um sentimento quase que universal de solidariedade
e de confraternização; esses sentimentos são muito subjetivos Há também, um bom
velhinho, de roupas vermelhas e barba branca, que inspira o imaginário da
maioria das crianças e está presente na maioria das decorações. Este é o mês
natalino, onde deveríamos celebrar o nascimento de Jesus. Ao olharmos para as
celebrações natalinas percebemos que o natal perdeu o seu sentido original. As
pessoas falam de paz, amor, prosperidade, saúde, fraternidade e uma série de
outras coisas, mas esquecem de falar do verdadeiro sentido do natal!
O anjo ao se apresentar
em sonho a José disse: “e dará [Maria] à
luz um filho e chamarás o seu nome de JESUS; porque ele salvará o seu povo dos
seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte
do Senhor, pelo profeta que diz: Eis que a virgem conceberá, dará à luz um
filho, e chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco”
(Mt 1.21-23). Essas palavras nos apresenta o real sentido do Natal.
Em primeiro lugar, o
natal é uma festa onde se deve celebrar a salvação providenciada por Deus. O
nascimento de Jesus indica que Deus estava cumprindo sua promessa de salvação e
o povo de Deus seria liberto da condenação dos seus pecados. O Salvador chegou!
Deus está agindo de forma graciosa no nascimento de Jesus, providenciando
reconciliação entre homens e mulheres pecadores, rebeldes, ingratos, condenados
ao inferno. Na verdade, pela fé em Jesus esses homens e mulheres são feitos
filhos de Deus (Jo 1.12) Agora por meio da pessoa de Jesus a reconciliação é de
fato uma realidade. Essa certeza da salvação providenciada na pessoa de Jesus é
expressa na teologia paulina da seguinte forma: “Portanto, agora nenhuma
condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne,
mas segundo o Espírito” (Rm 8.1).
O natal também é a
maior expressão da revelação de Deus para humanidade. Lembremos que a
humanidade estava em rebelião contra Deus. O salmista afirmou, “desviaram-se todos e juntamente se fizeram
imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um” (Sl 14.3; cf Rm 3.10). E
agora na pessoa de Jesus, Deus se encarna. O apóstolo João diz: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós,
e vimos a sua glória, como a glória o unigênito do Pai, cheio de graça e de
verdade” (Jo 1.14). Na verdade Jesus é o cumprimento do que disse o profeta
Isaías, que disse: “Eis que a virgem
conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Is 7.14;
cf Mt 1.23).
Desta forma, o natal é
revestido de um sentido muito maior do que os subjetivos desejos de
fraternidade, solidariedade, saúde e paz. O natal passa a ter um sentido
redentor, onde a salvação e reconciliação entre a humanidade condenada e caída
com Deus chegou. Cristo é o cumprimento de todas as expectativas de comunhão
eterna com Deus. Com isso, o centro do natal não é o “bom velhinho” que traz
presentes embrulhados em papéis laminados, mas o Filho de Deus, que se encarna
e vem como o maior presente para a humanidade embrulhado em carne humana.
Esta é uma data onde
devemos celebrar o plano de salvação de Deus. O seu amor incondicional e sua
fidelidade. O que devemos desejar é que Jesus, através da infinita graça de
Deus, nasça em muitos corações trazendo assim salvação e redenção! Devemos
desejar ainda vivermos uma vida santa, como a do nosso Salvador, pois ele nos
libertou dos nossos pecados! Agora somos livres na pessoa de Jesus. Louvado
seja o SENHOR, pois o natal chegou!
No amor de
Cristo,
Pr. Gilberto
Anselmo
