A salvação é uma enorme dádiva de Deus para
nós, homens e mulheres, pecadores. Sem a intervenção de Deus nossa história
seria um eterno sofrimento da ira e do castigo de Deus.
Para entendermos melhor a grandeza da
salvação faz-se necessário um breve resumo da situação humana de acordo com
perspectiva bíblica. Nunca devemos nos esquecer de que Deus criou todas as
coisas e viu que tudo que tinha feito era muito bom (Gn 1.31), isto incluía o
homem e a mulher. Porém, os nossos primeiros pais se rebelaram em desobediência
contra o mandamento de Deus. O pecado, então, entra na humanidade (Gn 3.1-6). Devido
ao pecado TODOS estão afastados da glória de Deus (Rm 3.23). Mas, apesar disto,
Deus demonstrou seu amor por nós em Cristo (Jo 3.16; Rm 5.8). Aqueles que
aceitam esta demonstração de amor da parte de Deus estão salvos (At 4.12).
Esta salvação significa que nós estamos
livres da condenação. Podemos dizer confiantemente que agora não resta
condenação para nós em cremos em Jesus Cristo por meio da fé (Rm 8.1). Mas do
que fomos salvos? Nós somos salvos da ira vindoura de Deus (1 Ts 1.10) e da
condenação ao inferno (Ap 20.15). Agora temos nova cidadania (Fp 3.20; Ap
21.1-6). Nossa salvação é segura e eterna, pois como salvos estamos nas mãos de
nosso Senhor Jesus Cristo, e ninguém pode nos tirar das mãos de Cristo
(10.27-29; cf Jo 6.38-40).
No entanto, além da nossa justificação. Deus
também nos adotou como seus filhos. A
adoção implica no nosso relacionamento mais íntimo com Deus como Pai. Por meio
da adoção somos feitos filhos e filhas de Deus (Jo 1.12). Em contraste, os que não crêem são
chamados filhos da desobediência (Ef 2.2) e filhos ira (Ef 2.3). Nós somos as
únicas criaturas das quais a Bíblia afirma que foram adotadas pelo próprio
Deus. Porém, nossa adoção só alcançará o estágio final na ressurreição (Rm
8.23).
Por causa da adoção, temos intimidade com
Deus como sendo Ele o nosso Pai Celeste (Mt 6.9). “Certamente é verdade que
Deus é nosso Criador, nosso Juiz, nosso Senhor e Mestre, nosso Instrutor,
Provedor e Protetor, aquele que por meio de seu cuidado providencial sustenta
nossa existência. Contudo, o papel mais íntimo e que transmite os mais altos
privilégios de associação com Deus pela eternidade é o seu papel como nosso Pai
celestial.”[1].
Esse Pai Celeste nos salvou e nos adotou.
Essa adoção nos traz o privilégio de termos Deus como nosso Pai Celeste que se
compadece dos Seus Filhos (Sl 103.13-14). Somos o alvo do grande e imenso amor
de Deus (1 Jo 3.1). Podemos esperar as bênçãos de Deus (Mt 7.11). As riquezas
de Cristo são nossas, somos co-herdeiros com Cristo (Gl 4.7; Rm 8.17). Privilégio
de sermos guiados pelo Espírito Santo (Rm 8.14). Somos membros da família de
Deus (Ef 2.19).
Diante de tudo só podemos louvar a Deus por
sua imensa graça e agradecê-lo eternamente por sua tão grande salvação, que nos
é dada. O apóstolo Paulo, após refletir
sobre essas verdades, nos capítulos 9-11 da epístola aos Romanos, disse: Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juizos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Rm 11:33-36)
No amor de Cristo,
Pr. Gilberto Anselmo.
No amor de Cristo,
Pr. Gilberto Anselmo.